Instituto Militar de Engenharia
Seção de Engenharia de Defesa (SE/10)
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE DEFESA
CONHEÇA O PGED
Engenharia de Defesa?
O Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Defesa (PGED) do Instituto Militar de Engenharia (IME) é fruto de uma iniciativa única no cenário nacional, que visa conjugar a ênfase estratégica na área de defesa à formação científico-tecnológica de recursos humanos para atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação em ambientes civis e militares. Ao nome do IME, estão associados os conceitos de tradição e excelência, que, fruto de um histórico de mais de 2 séculos, tornaram esta instituição de ensino reconhecidamente a melhor escola de engenharia do país abarcando nove especialidades de engenharia (1) fortificação e construção, 2) elétrica, 3) eletrônica, 4) telecomunicações, 5) mecânica de automóveis, 6) mecânica de armamento, 7) química, 6) cartográfica, 7) nuclear, 8) materiais, 9) computação). Para além destas vocações disciplinares, o IME constituiu sua iniciativa educacional mais inovadora, ousada e ambiciosa da tradicional no que tange à sua pós-graduação em alinhamento aos modos de fazer ciência, produzir tecnologia e conceber inovação no século XXI. Esta iniciativa foi a criação e o credenciamento junto à CAPES do PGED no ano de 2008. Este novo programa de pós-graduação, até hoje único no país, tem buscado consolidar a formação interdisciplinar na área de engenharia, oportunizando o ambiente do Instituto.
O programa já traz consigo uma inovação quanto ao estabelecimento de uma nova área do saber: a Engenharia de Defesa. Esta se projeta como um empreendimento multi-e-inter-disciplinar, que se desenvolve num ambiente transdisciplinar, integra conhecimentos originários de engenharias, física, química, biologia e ciência dos materiais, com total capacidade de expansão para outras áreas, e que se configura como um campo complexo que engloba aspectos de análise e síntese relativos ao desenvolvimento, projeto e otimização, integração, certificação, avaliação, operação e logística de sistemas aplicados à Defesa. Trata-se, portanto, de um campo científico em construção, propício ao desenvolvimento de ciência e tecnologia de ponta em diferentes áreas do conhecimento que nutre fortes relações com questões relativas à soberania nacional e, em consequência, aos interesses da indústria de defesa. No entanto, sendo interdisciplinar, o PGED não se volta apenas para os problemas de natureza militares. Antes, visa a produção de conhecimento científico, o desenvolvimento de tecnologias e a prática da inovação com foco dual - civil e militar -, que é uma expressão chave para o programa, fazendo com que haja também um comprometimento com os desafios científico-tecnológicos nacionais de forma mais ampla.
Missão e Objetivos
Neste contexto, o PGED assume a MISSÃO de contribuir com o sistema de educação nacional, de ciência e tecnologia, e de modo mais direto com o sistema de defesa nacional e em particular o Exército Brasileiro, a partir de seus cursos de mestrado e doutorado acadêmicos para formar recursos humanos altamente qualificados para atuação em pesquisa, desenvolvimento e inovação de forma interdisciplinar agregando prioritariamente às múltiplas áreas disciplinares da engenharia, das ciências da natureza e da matemática.
O comprometimento com o sistemas nacionais de educação, de ciência e tecnologia, e de defesa manifestam-se pelo alinhamento do programa às diretrizes apresentadas em diversos documentos norteadores oficiais, a saber: o Plano Nacional de Pós-Graduação (2011-2020), a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022, a Estratégia Nacional de Defesa, a Política Nacional de Defesa e o Plano Estratégico do Exército. Estes documentos enaltecem que a defesa deve ser alvo de esforços para a formação de recursos humanos e desenvolvimento de tecnologias e particularizam demandas contemporâneas que envolvem a defesa cibernética, o desenvolvimento de novos materiais e sistemas de emprego militares, a ampliação do poder de dissuasão diante de ameaças internas e externas e a vigilância e defesa das fronteiras deste país de dimensões continentais.
A partir dessas demandas, o PGED estabeleceu para si os seguintes MACRO-OBJETIVOS institucionais:
Capacitar recursos humanos - civis e militares- altamente qualificados para atuação em: a) atividades de docência de graduação e de pós-graduação nas instituições de ensino de vocação tecnológica subordinadas ao Ministério da Defesa e ao Ministério da Educação ao longo de todo o território nacional; b) atividades de pesquisa e inovação nas áreas de ciência e tecnologia ligadas à engenharia, com foco nas aplicações na área de Defesa, destacando aquelas que exigem capacidade multidisciplinar, com emprego nas diferentes instituições de pesquisa e indústrias do país distribuídas ao longo do território nacional, em especial aquelas que compõem a Base Industrial de Defesa; c) órgãos das forças singulares do país que demandem soluções da área científico-tecnológica e de inovação que dialoguem com as ciências e tecnologias de defesa.
Atender às demandas listadas no Plano Nacional de Pós-Graduação, na Estratégia Nacional de Defesa, na Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016-2022 e no Plano Estratégico do Exército para o fortalecimento da soberania nacional e do poder militar brasileiro no campo científico-tecnológico.
Fortalecer o Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército e ampliar a atuação e as capacidades do IME e das demais organizações militares do Exército no contexto nacional nas áreas de ciência, tecnologia e inovação;
Ampliar a visibilidade e a presença do Instituto Militar de Engenharia, do Exército Brasileiro e da própria nação no contexto internacional no que tange às tecnologias de ciência e tecnologias aplicadas à Defesa.
Para atender a essas demandas nacionais, o PGED se estrutura em 1 (uma) área de concentração “Engenharia de Defesa” e 3 (três) linhas de pesquisa:
Comunicações e Inteligência em Sistemas de Defesa;
Mecatrônica e Sistemas de Armas; e
Modelagem e Simulação em Sistemas de Defesas.
Esta estrutura enxuta provê a flexibilidade necessária para a atuação interdisciplinar valorizando as expertises institucionais.
A partir dessas linhas de pesquisa, o PGED traça seus OBJETIVOS ESPECÍFICOS para a formação de discentes nos seguintes termos:
Formar recursos humanos e desenvolver projetos de pesquisa científicos e tecnológicos na área de comunicações, produção, processamento, transmissão, emprego e segurança cibernética de dados e informações sensíveis como as de defesa, para geração de subsídios às ações de inteligência militar e civil. Para isso, a formação do discente deverá englobar aspectos das áreas de sistemas de computação, processamento de sinais e geoinformação.
Formar recursos humanos e desenvolver projetos de pesquisa científicos e tecnológicos na área de mecatrônica e sistemas de armas envolvendo a compreensão de sistemas mecânicos, eletrônicos, robóticos e autônomos, bem como a infraestrutura e o ambiente para a sua aplicação. Para isso, a formação do discente deverá englobar aspectos das áreas de mecânica de automóveis, mecânica de armamento, eletrônica, construção civil, química e materiais, sistemas e computação.
Formar recursos humanos e desenvolver projetos de pesquisa científicos e tecnológicos na área de modelagem matemática e simulação envolvendo a compreensão teórico-computacional de fenômenos particulares ligados às demais linhas de pesquisa. Para isso, a formação do discente deverá englobar aspectos das áreas de matemática computacional aplicada e disciplinas básicas ligadas aos fenômenos físicos, químicos, biológicos de interesse.
Histórico
Mais detalhes sobre a criação do PGED e seu estabelecimento a partir dessas três linhas de pesquisa podem ser obtidas na publicação da Revista Militar de Ciência e Tecnologia, v. 27, pg. 94-109, 2010.
Reconhecimento: Port. 656, de 22 MAI 2017, do Ministério da Educação - Homologação do Parecer CNE/CES 288/2015. Trienal 2013. Publicada no DOU, Seção 1, de 27 JUL 2017, pg. 20 ss.
Reconhecimento: Port. 1.077, de 31 AGO 2012, do Ministério da Educação - Homologação do Parecer CNE/CES 102/2011. Trienal 2010. Publicada no DOU, Seção 1, de 13 SET 2012, pg. 25 ss.
Reconhecimento: Port. 590, de 18 JUN 2009, do Ministério da Educação - Homologação do Parecer CNE/CES 122/2009. Publicada no DOU, Seção 1, de 19 JUN 2009, pg. 23 ss.
Aprovação: Port. 589, de 18 JUN 2009, do Ministério da Educação - Homologação do Parecer da 106ª Reunião do CTC (09-10 DEZ 2008). Publicada no DOU, Seção 1, de 19 JUN 2009, pg. 23 ss.
Histórico da Coordenação
Jakler Nichele Nunes de 03 MAR 2020 até o momento [BI IME 044, de 09 MAR 2020, pg. 423]
Antonio Eduardo Carrilho da Cunha de 01 JUN 2015 a 02 MAR 2020
Paulo Fernando Ferreira Rosa de 04 JUN 2012 a 31 MAI 2015
Itamar Borges Junior de 29 DEZ 2009 a 03 JUN 2012
Roberto Ades
Paulo César Pellanda